sexta-feira, 11 de julho de 2014
pra frente...
Você cresce e percebe que os sonhos estão sempre se reinventando. Ou porque você mudou e não deseja mais as mesmas coisas ou porque o tempo passou e não deu pra correr atrás de tantos anseios.
Grávida pela primeira vez, em 2009-2010 o que eu mais queria era ser perfeita. Achava que tinha que estar completamente pronta quando Benício chegasse aos meus braços, pra não errar em nada. Os meses passaram e obra milagrosa alguma aconteceu em mim! Eu não sabia que a escola ERA ele, que a cada decisão difícil eu estaria aprendendo, que a cada aperto no coração cresceríamos juntos, que tanto iria mudar, mas não pra poder educá-lo e sim por educá-lo!
Grávida pela segunda vez, em 2012-1014 eu pensava mais uma vez em como precisava melhorar (e ainda penso, e ainda anseio). Há onze meses Danilo nasceu. e ter dois filhos não é igual a ter um só. Novas experiências, medos, descobertas. Desafios diários, muitos. As vezes eu paro e penso "quando o caos vai acabar?" Sim me sinto plena em tê-los comigo, agraciada com essa missão de educar seres humanos (ainda mais nesse mundo difícil), me sinto amada, mas me acho tantas vezes muito tola, medrosa e imperfeita pra algo tão grandioso como a maternidade!
Como eu ia dizendo, parece que estou em meio a um caos. Uma guerra comigo , para ser clara. Olhando de fora alguém pode pensar: "Ela tem uma bela família, saúde, trabalho, o que ela está falando?" Até eu penso e me sinto completamente feliz e realizada, mas ao mesmo tempo cansada, insegura.
Quanto aos sonhos de que falava lá em cima e não só os sonhos, mas os desejos e até as necessidades que parecem urgentes , precisam, quase sempre, ser deixados pra depois. E depois não são algumas horas, muitas vezes não são apenas dias, talvez anos, talvez vidas... possivelmente, muitos ficarão pra nunca mais e com o tempo deixarão de fazer falta.
O tempo da maternidade briga com nossos próprios quereres, nos encurralam em meios a desafios nos fazendo pensar em caminhos mais fáceis. Nessas horas eu lembro que com eles, os filhos, não terei depois, não terei segundas chances. O que vale é o aqui agora e é preciso fazer o melhor. Mesmo cansada, cheia de vontades, posso esperar. Tudo pode esperar, por que aqueles 9 meses em que achei que não mudei em nada passaram, 4 anos se passaram, mais 40 semanas se passaram, por fim, 11 meses se foram. Parece pouco, mas é tudo o que eles já viveram.
As noites em claro, febres, mordidas, "birras" passam, mas passam também o colinho, o cheirinho de bebê, o correr para os nossos braços, o ser tudo que eles precisam. Eu fico feliz que, em meio a tanta insegurança, eu tenha plena consciência disso e que, em meio a tanta imperfeição, eu possa aprender com eles e por eles a ser melhor!
Desculpem se o texto é confuso, mas são sentimentos expostos como são, como os sinto. Hoje não consigo projetar 100% quem eu gostaria de ser. Consigo gostar do que sou, mas não completamente de modo que não queira mais mudar. O que sei é que me transformo todos os dias, caminhando, nunca mais sozinha.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Deixem parir e deixem não parir também!
São indiscutíveis as vantagens do parto natural quanto a saúde de mãe e filho assim como não podemos questionar a eficácia da cesariana como uma cirurgia capaz de salvar vidas nos casos em que há alguma intercorrência. Além do aspecto físico, muitas mulheres (tipo eu) relatam ter vivido algo muito louco fantástico e transformador ao parir, mas precisamos reconhecer que o parto normal, para que seja uma experiência benéfica para a mulher, deve ser uma escolha da mesma.
Infelizmente, nem sempre fazemos escolhas baseadas em informações de qualidade, assim como nem todas as nossas decisões são racionais. Insegurança, medo da dor, desejo de proteger nossos filhos nos levam a cometer erros e acertos. Mesmo assim, em tempos de luta pela humanização do parto, cesariadas tornam-se, muitas vezes, alvo de críticas, principalmente pessoas públicas, como atrizes, modelos, e famosas em geral.
Quinta-feira (19/06/14), nasceu o segundo filho de Wanessa Camargo, de parto normal hospitalar. A cantora já tinha uma cesárea e manteve firme sua decisão de parir em meio a vontade contraria de seu pai. O parto virou notícia e a nova mamãe de dois ganhou mais fãs. E aí que suarival colega de trabalho Sandy, cinco dias depois, teve seu primeiro filho, por via cirúrgica.
Sandy havia declarado em entrevistas, no inicio da gestação, que desejava parto normal, assim como a maioria das mulheres, e iria deixar os destino decidir. Infelizmente, diante das inúmeras falhas do sistema obstétrico do nosso país, "deixar nas mãos do destino" é arriscado e na maioria das vezes o resultado é uma cesárea desnecessária. Não estou afirmando que foi esse o caso de o Sandy. Das palavras ditas por ela, a única certeza que temos é queo que é imortal não morre no final (desculpa, não aguentei) seu filho nasceu de cesárea e estão bem. Não acredito que falta de informação tenha sido o motivo da cirurgia. Não sabemos sequer se a cesárea foi agendada ou não e se houver sido escolha da Sandy não temos poder para julgá-la.
Continuo admirando as que querem e conseguem parir em nosso país. Continuo defendendo que não há meio melhor de nascer que o natural (salvo caso de necessidade verdadeira de interrupção da gestação através de cirurgia), mas aos que mandam as mulheres que sofreram cesárea para o tronco da humanização para que levem 300 chicotadas via comentários preconceituosos e desrespeitosos em redes sociais, deixo as palavras da musa da minha infância e pré adolescência (ABAFA):
"Quem escolheu fui eu, e tenho que aceitar
mas não foi erro meu, você no meu lugar
faria exatamente igual"
(Imortal/immortallity, sandy e Júnior)
=P
Infelizmente, nem sempre fazemos escolhas baseadas em informações de qualidade, assim como nem todas as nossas decisões são racionais. Insegurança, medo da dor, desejo de proteger nossos filhos nos levam a cometer erros e acertos. Mesmo assim, em tempos de luta pela humanização do parto, cesariadas tornam-se, muitas vezes, alvo de críticas, principalmente pessoas públicas, como atrizes, modelos, e famosas em geral.
Quinta-feira (19/06/14), nasceu o segundo filho de Wanessa Camargo, de parto normal hospitalar. A cantora já tinha uma cesárea e manteve firme sua decisão de parir em meio a vontade contraria de seu pai. O parto virou notícia e a nova mamãe de dois ganhou mais fãs. E aí que sua
Sandy havia declarado em entrevistas, no inicio da gestação, que desejava parto normal, assim como a maioria das mulheres, e iria deixar os destino decidir. Infelizmente, diante das inúmeras falhas do sistema obstétrico do nosso país, "deixar nas mãos do destino" é arriscado e na maioria das vezes o resultado é uma cesárea desnecessária. Não estou afirmando que foi esse o caso de o Sandy. Das palavras ditas por ela, a única certeza que temos é que
Continuo admirando as que querem e conseguem parir em nosso país. Continuo defendendo que não há meio melhor de nascer que o natural (salvo caso de necessidade verdadeira de interrupção da gestação através de cirurgia), mas aos que mandam as mulheres que sofreram cesárea para o tronco da humanização para que levem 300 chicotadas via comentários preconceituosos e desrespeitosos em redes sociais, deixo as palavras da musa da minha infância e pré adolescência (ABAFA):
"Quem escolheu fui eu, e tenho que aceitar
mas não foi erro meu, você no meu lugar
faria exatamente igual"
(Imortal/immortallity, sandy e Júnior)
=P
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Dan é dez!
10 meses, 10 kg e muito amor...
Primeiro quero externar meu arrependimento em não ter feito postagens mês a mês sobre o desenvolvimento dele, mas me consolo pensando em como é tudo tão corrido e como o fato dele dormir apenas grudado em mim não me deixa fazer nada!
Sim, Danilo fez, dia 27 de maio, 10 meses de" muito amor e coisa e tal", de "eu não sei mais como era antes", de "parece que você sempre esteve aqui!". 10 meses que pari, renasci, virei mãe de dois. 10 meses que corro mais, me divirto mais e estou muito mais cansada e ocupada.
Danilo continua grudinho. Vai pra todo mundo, mas depois das 19h só me quer! A mim e aos meus peitos, claro! A noite toda mamando...Levanto da cama (a dele, pois é lá que dormimos) e ele acorda poucos minutos depois! Há dias em que bate o desespero e o cansaço e só uma tia e uma irmã que nos ame muito pra nos doar uma tarde de sábado!
Possui dois dentes, o segundo saiu essa semana.
Come bem...dia sim, dia não! É inimigo da colher, gosta de comer com a mão e fazer uma bela meleca!
Deu dois passinhos na última semana com 9 meses, mas não saiu dos dois ainda.
Fala "mamamamama", principalmente quando está chorando, "papapapa"quando acordamos e chamamos papai de manhãzinha, "té"quando quer muito alguma coisa e solta uns "Bê"vez por outra quando vê o irmão... também libera uns "titititititi" para Tia Linda e Tia Clara (tenho minhas dúvidas-hahahah)
dá tchauzinho, bate palminhas...
Aaaama outras crianças e bebês, principalmente Benício! Brinca com ele, agarra, sobe em cima, puxa os cabelos! muito amor!
Veste roupas de 1 ano (ou mais) e não usa muitos sapatos.
Ainda gosta de ficar no sling, principalmente quando com sono.
É louco alucinado pelo violão do pai. Chora quando guardamos o instrumento. Se interessa bastante por música!
Faz barulhinhos engraçados pra chamar atenção: barulhinho tipo "lherolhero"com a língua ou o som do kiko chorando (é Kiko de Chaves mesmo), quando tá chateado ou querendo alguma coisa! Algumas vezes pra dormir, mama "cantando" e se ninando, me derreto toda!
Dan tem um jeito delícia de ser. É tranquilo e traquino ao mesmo tempo! É bem apegado, mas super seguro. Um amor de bebê que conquista a todos facilmente!
Dan é dez
desenhado no meu coração
desdenhando da minha obrigação
Dan é dez
desde o levantar até o deitar
do sorrir ao desesperar
Dan é dez
dez meses de mais desplanos
e que venham dez anos
Primeiro quero externar meu arrependimento em não ter feito postagens mês a mês sobre o desenvolvimento dele, mas me consolo pensando em como é tudo tão corrido e como o fato dele dormir apenas grudado em mim não me deixa fazer nada!
Sim, Danilo fez, dia 27 de maio, 10 meses de" muito amor e coisa e tal", de "eu não sei mais como era antes", de "parece que você sempre esteve aqui!". 10 meses que pari, renasci, virei mãe de dois. 10 meses que corro mais, me divirto mais e estou muito mais cansada e ocupada.
Danilo continua grudinho. Vai pra todo mundo, mas depois das 19h só me quer! A mim e aos meus peitos, claro! A noite toda mamando...Levanto da cama (a dele, pois é lá que dormimos) e ele acorda poucos minutos depois! Há dias em que bate o desespero e o cansaço e só uma tia e uma irmã que nos ame muito pra nos doar uma tarde de sábado!
Possui dois dentes, o segundo saiu essa semana.
Come bem...dia sim, dia não! É inimigo da colher, gosta de comer com a mão e fazer uma bela meleca!
Deu dois passinhos na última semana com 9 meses, mas não saiu dos dois ainda.
Fala "mamamamama", principalmente quando está chorando, "papapapa"quando acordamos e chamamos papai de manhãzinha, "té"quando quer muito alguma coisa e solta uns "Bê"vez por outra quando vê o irmão... também libera uns "titititititi" para Tia Linda e Tia Clara (tenho minhas dúvidas-hahahah)
dá tchauzinho, bate palminhas...
Aaaama outras crianças e bebês, principalmente Benício! Brinca com ele, agarra, sobe em cima, puxa os cabelos! muito amor!
Veste roupas de 1 ano (ou mais) e não usa muitos sapatos.
Ainda gosta de ficar no sling, principalmente quando com sono.
É louco alucinado pelo violão do pai. Chora quando guardamos o instrumento. Se interessa bastante por música!
Faz barulhinhos engraçados pra chamar atenção: barulhinho tipo "lherolhero"com a língua ou o som do kiko chorando (é Kiko de Chaves mesmo), quando tá chateado ou querendo alguma coisa! Algumas vezes pra dormir, mama "cantando" e se ninando, me derreto toda!
Dan tem um jeito delícia de ser. É tranquilo e traquino ao mesmo tempo! É bem apegado, mas super seguro. Um amor de bebê que conquista a todos facilmente!
Dan é dez
desenhado no meu coração
desdenhando da minha obrigação
Dan é dez
desde o levantar até o deitar
do sorrir ao desesperar
Dan é dez
dez meses de mais desplanos
e que venham dez anos
quarta-feira, 21 de maio de 2014
machucou?
(fluxo de consciência de uma mãe insana sobre quando o filho cai)
Ai, que barulho, que baque, foi o menino? O menino? O MENINO!!! Aaa...coração sempre dispara e ao invés de aquecer, congela e congelado gera um calor que ao invés de fazer correr, paralisa e paralisadas minhas pernas correm. Impossível? Pois sinto tudo isso ao mesmo tempo e não sinto nada quando ouço um barulho de pancada, uma queda, um choro que segue dois segundos de silêncio sombrio e assombroso. Uma eternidade ligeira que mal se percebe e percebida deixa um vácuo interrogativo e esperançoso. O problema, a solução é que em menos que esses dois segundos uma mãe desalada já voou por cima do mundo, do tempo e do espaço e agarrou a cria. Caiu? Passa que o filho é meu!
sábado, 10 de maio de 2014
feliz ano novo das mães
Quando um novo ano se inicia, pessoas costumam listar seus desejos, traçar metas, escrever sonhos. Esse ano eu fiz isso mentalmente. Fiquei de escrever depois, mas quando tenho tempo não lembro. Percebi que em meio aos meus desejos e planos para 2014 existem muitas coisas relacionadas à maternagem. Que mãe eu quero ser para os meninos? Que atitudes preciso ter para permitir que eles alcancem o que existe de melhor neles e no mundo?
O ano das mães começa no segundo domingo de maio e chegando esse dia, quero minhas metas escritas pra que eu não esqueça onde desejo chegar, onde quero que eles cheguem e que família quero construir.
1. Proporcionar uma alimentação mais saudável para a família.
Não costumo cozinhar e nem sei. Algumas vezes me arrisco a fazer algumas receitas e, diz o marido (suspeito), que ficam boas. Entretanto, geralmente, não me preocupo em fazer pratos mais saudáveis e Benício (por enquanto Danilo come separadamente) também come tais pratos. Esse ano pretendo me esforçar para fazer uma boa lista de compras e fiscalizar a feira (quem faz é o marido). Escolher receitas que nos façam bem e praticar. Quanto aos lanches de Bê, tenho diminuído industrializados, mas preciso procurar mais opções!
2. Decorar a casa
Quero decorar a casa, pensando cada cômodo para nós quatro, meio que já faço isso, mas no momento a sala tá vazia e os quartos sem muitos enfeites! Quero deixar tudo com nossa cara, mais aconchegante e divertido. O que isso tem a ver com maternagem??? Uma casa precisa acomodar bem todos os moradores, inclusive (e principalmente) as crianças. Objetos de uso dos pequenos precisam estar a seu alcance para lhes proporcionar autonomia e maiores possibilidades de aprender. Por outro lado, precisamos de segurança e tudo deve ser cuidadosamente pensado. Adoro as ideias montessorianas para decoração da casa, tudo pode ficar lindo, funcional, clean e sem gastar horrores!
3. Menos TV
Houve um tempo em que Benício assistia bastante televisão. Passamos por galinha pintadinha, Patati e Patatá e backardigans, depois veio a fase discovery kids e hoje, conhecendo os malefícios que o uso desse aparelho pode causar às crianças (erotização precoce, exposição a desenhos que ensinam valores inadequados -na minha opinião- dificuldade de concentração, alterações no sono, exposição à publicidade milhares de etc) tenho reduzido cada dia mais o tempo que ele passa assistindo. Durante a semana, quase sempre, não chega a uma hora e muitos dias nem ligo mais. Alguns podem julgar "já usou pra ele adormecer, pra comer quietinho, pra fazer silêncio e deixar o irmão dormir, e agora quer dar lição de moral!" , Nada disso, colega! Agora que Danilo dorme no braço e tenho que tirar leite enquanto amamento e dou o jantar de Bê "precisaria" mais que nunca, mas optei por não tê-la como babá. Ainda a uso assim, em dias críticos, em momentos de estresse, mas no geral tenho vencido essas "batalhas" de outras maneiras e me sentido muito orgulhosa disso (e ocasionalmente dado uma pressionada para o papai se esforçar mais um pouco).
4. Diminuir os brinquedos
Esse ítem é especialmente difícil, visto que, cada dia que passa as pessoas querem presentear os meninos e eu sinto muita dificuldade em me desfazer dos brinquedos antigos porque Bê tem uma memória ótima e sempre torna a perguntar pelos que doamos ou jogamos fora. Apesar de ter uma quantidade enorme de bonecos, costuma brincar com todos, mas vou pensar e repensar, quebrar a cabeça e dar um jeitinho de diminuir essa bagunça, pois é fácil perceber como são capazes de se divertirem com poucas coisas, principalmente quando não são brinquedos e podem usar livremente a criatividade.
5. Usar a cabeça
Adoro criar e permitir que as crianças criem! Sou meio louca com caixas e costumo guardar as que aparecem até que tenha uma ideia para reutilizá-las para fazer algum brinquedo ou atividade criativa. caixinhas pequenas andam se acumulando dentro dos armários desde que Dan nasceu, pois o tempo ficou curto para executar alguma coisa. Espero que com mais alguns meses (que sejam poucos) eu consiga conciliar minhas ocupações e voltar a ter muitas horas de diversão com Bê (e incluir Danilo também).
6. Dar bons exemplos
Preciso cuidar muito mais de mim, todo dia, toda hora relembrar quem desejo ser e buscar domínio próprio para deixar velhas ações e reações. Sempre tive comigo o desejo de amadurecer, de melhorar quem sou, de agradar a Deus segundo a sua palavra e, como mãe, tenho um motivo a mais para isso! Se me importo com o que as pessoas pensam? Sim! Não para me podar e agradar a todo mundo, mas para que eu seja exemplo e transpareça a mente de Cristo. Ética e caráter não são exclusividade de cristãos, mas como uma, sinto que é minha obrigação revelar em minhas atitudes tais atributos (e muitos outros) de Deus.
7. Cuidado com meu falar
Quero cuidar do meu falar, desde o volume até as palavras escolhidas. Quero falar sempre baixinho e guardar o que os pequenos não devem nem precisam ouvir para mais tarde. Quero que os gritos e expressões grosserias sumam da minha casa e da minha boca! É um exercício diário. A cada vontade de gritar preciso pensar no que aquilo pode proporcionar aos ouvidos inocentes dos meus bebês, a cada reação agressiva, preciso lembrar dos olhos arregalados e assustados que me olham e me conter, pois um pedido de desculpas traz reconciliação, mas aquele medo, aquela mágoa podem demorar a sarar ou se esconderem naquele coraçãozinho doce, o amargando aos poucos.
8. Atividades em família
Preciso arrumar melhor nosso tempo em família. Tem sido difícil com Danilo ainda tão bebê. As refeições são um caos e sei como isso é ruim pra todos nós! Além dos momentos em casa, de querer sentar, ler histórias, ouvir músicas e jogar alguma coisa, quero mais passeios. Não apenas dar um jeitinho pra que caibam as crianças nos programas dos adultos, mas procurar pela cidade programações especiais para eles, nessas sempre nos cabem e o sorriso que eles dão por um passeio bobo na pracinha faz valer a pena.
9. Fazer um culto familiar
Sempre falamos sobre iniciar um culto familiar e nunca conseguimos encaixar nas nossas agendas abarrotadas, mas é algo que não posso deixar pra lá. Ensinamos diariamente a Benício sobre Deus, através de conversas, historinhas, coisas do dia a dia, mas acho importante ter esse momento especial para aprender mais sobre jesus. Se não o fizermos ele continuará aprendendo o caminho, pois acredito que exemplos falam muito mais do que "uma hora didática e instrutiva sobre religião" , mas lembro como eram legais os cultos familiares que meus pais fizeram por um tempo e quero também esse tempo pra nós.
10. Viver cada momento como se não fosse voltar (e não vai):
Quero aproveitar cada segundo com Danilo dormindo no colo. Cada minuto com Benício levantando minha saia, sem reclamar. Mesmo que eu esteja cansada, que a calcinha esteja furada, quero enxergar sempre que amor há nessas manias. Imagina o quanto se ama um colo em que se deseja dormir e quanta segurança há numa saia que timidamente se torce a barra.
Desejo a todas as mamães, um feliz ano novo das mães! Que esse segundo domingo de maio seja para nos parabenizar, para comemorar e nos alegrar pela presença das nossas mães e dos nossos filhos, mas que seja também para refletir sobre que mãe temos sido e como melhorar nossa maternagem!
Boa sorte pra nós!
O ano das mães começa no segundo domingo de maio e chegando esse dia, quero minhas metas escritas pra que eu não esqueça onde desejo chegar, onde quero que eles cheguem e que família quero construir.
1. Proporcionar uma alimentação mais saudável para a família.
Não costumo cozinhar e nem sei. Algumas vezes me arrisco a fazer algumas receitas e, diz o marido (suspeito), que ficam boas. Entretanto, geralmente, não me preocupo em fazer pratos mais saudáveis e Benício (por enquanto Danilo come separadamente) também come tais pratos. Esse ano pretendo me esforçar para fazer uma boa lista de compras e fiscalizar a feira (quem faz é o marido). Escolher receitas que nos façam bem e praticar. Quanto aos lanches de Bê, tenho diminuído industrializados, mas preciso procurar mais opções!
2. Decorar a casa
Quero decorar a casa, pensando cada cômodo para nós quatro, meio que já faço isso, mas no momento a sala tá vazia e os quartos sem muitos enfeites! Quero deixar tudo com nossa cara, mais aconchegante e divertido. O que isso tem a ver com maternagem??? Uma casa precisa acomodar bem todos os moradores, inclusive (e principalmente) as crianças. Objetos de uso dos pequenos precisam estar a seu alcance para lhes proporcionar autonomia e maiores possibilidades de aprender. Por outro lado, precisamos de segurança e tudo deve ser cuidadosamente pensado. Adoro as ideias montessorianas para decoração da casa, tudo pode ficar lindo, funcional, clean e sem gastar horrores!
3. Menos TV
Houve um tempo em que Benício assistia bastante televisão. Passamos por galinha pintadinha, Patati e Patatá e backardigans, depois veio a fase discovery kids e hoje, conhecendo os malefícios que o uso desse aparelho pode causar às crianças (erotização precoce, exposição a desenhos que ensinam valores inadequados -na minha opinião- dificuldade de concentração, alterações no sono, exposição à publicidade
4. Diminuir os brinquedos
Esse ítem é especialmente difícil, visto que, cada dia que passa as pessoas querem presentear os meninos e eu sinto muita dificuldade em me desfazer dos brinquedos antigos porque Bê tem uma memória ótima e sempre torna a perguntar pelos que doamos ou jogamos fora. Apesar de ter uma quantidade enorme de bonecos, costuma brincar com todos, mas vou pensar e repensar, quebrar a cabeça e dar um jeitinho de diminuir essa bagunça, pois é fácil perceber como são capazes de se divertirem com poucas coisas, principalmente quando não são brinquedos e podem usar livremente a criatividade.
5. Usar a cabeça
Adoro criar e permitir que as crianças criem! Sou meio louca com caixas e costumo guardar as que aparecem até que tenha uma ideia para reutilizá-las para fazer algum brinquedo ou atividade criativa. caixinhas pequenas andam se acumulando dentro dos armários desde que Dan nasceu, pois o tempo ficou curto para executar alguma coisa. Espero que com mais alguns meses (que sejam poucos) eu consiga conciliar minhas ocupações e voltar a ter muitas horas de diversão com Bê (e incluir Danilo também).
6. Dar bons exemplos
Preciso cuidar muito mais de mim, todo dia, toda hora relembrar quem desejo ser e buscar domínio próprio para deixar velhas ações e reações. Sempre tive comigo o desejo de amadurecer, de melhorar quem sou, de agradar a Deus segundo a sua palavra e, como mãe, tenho um motivo a mais para isso! Se me importo com o que as pessoas pensam? Sim! Não para me podar e agradar a todo mundo, mas para que eu seja exemplo e transpareça a mente de Cristo. Ética e caráter não são exclusividade de cristãos, mas como uma, sinto que é minha obrigação revelar em minhas atitudes tais atributos (e muitos outros) de Deus.
7. Cuidado com meu falar
Quero cuidar do meu falar, desde o volume até as palavras escolhidas. Quero falar sempre baixinho e guardar o que os pequenos não devem nem precisam ouvir para mais tarde. Quero que os gritos e expressões grosserias sumam da minha casa e da minha boca! É um exercício diário. A cada vontade de gritar preciso pensar no que aquilo pode proporcionar aos ouvidos inocentes dos meus bebês, a cada reação agressiva, preciso lembrar dos olhos arregalados e assustados que me olham e me conter, pois um pedido de desculpas traz reconciliação, mas aquele medo, aquela mágoa podem demorar a sarar ou se esconderem naquele coraçãozinho doce, o amargando aos poucos.
8. Atividades em família
Preciso arrumar melhor nosso tempo em família. Tem sido difícil com Danilo ainda tão bebê. As refeições são um caos e sei como isso é ruim pra todos nós! Além dos momentos em casa, de querer sentar, ler histórias, ouvir músicas e jogar alguma coisa, quero mais passeios. Não apenas dar um jeitinho pra que caibam as crianças nos programas dos adultos, mas procurar pela cidade programações especiais para eles, nessas sempre nos cabem e o sorriso que eles dão por um passeio bobo na pracinha faz valer a pena.
9. Fazer um culto familiar
Sempre falamos sobre iniciar um culto familiar e nunca conseguimos encaixar nas nossas agendas abarrotadas, mas é algo que não posso deixar pra lá. Ensinamos diariamente a Benício sobre Deus, através de conversas, historinhas, coisas do dia a dia, mas acho importante ter esse momento especial para aprender mais sobre jesus. Se não o fizermos ele continuará aprendendo o caminho, pois acredito que exemplos falam muito mais do que "uma hora didática e instrutiva sobre religião" , mas lembro como eram legais os cultos familiares que meus pais fizeram por um tempo e quero também esse tempo pra nós.
10. Viver cada momento como se não fosse voltar (e não vai):
Quero aproveitar cada segundo com Danilo dormindo no colo. Cada minuto com Benício levantando minha saia, sem reclamar. Mesmo que eu esteja cansada, que a calcinha esteja furada, quero enxergar sempre que amor há nessas manias. Imagina o quanto se ama um colo em que se deseja dormir e quanta segurança há numa saia que timidamente se torce a barra.
Desejo a todas as mamães, um feliz ano novo das mães! Que esse segundo domingo de maio seja para nos parabenizar, para comemorar e nos alegrar pela presença das nossas mães e dos nossos filhos, mas que seja também para refletir sobre que mãe temos sido e como melhorar nossa maternagem!
Boa sorte pra nós!
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Quem nasceu primeiro, o peito ou a chupeta?
Em primeiro lugar, quero deixar claro que não tenho nada contra os pais que dão chupeta aos seus filhos. Sou contra A CHUPETA, não contra as mães, nem os bebês que fazem uso da mesma. Agora assumo, não consigo curtir foto de bebê de chupeta nas redes sociais. É mais forte do que eu!
O possível "lado bom"de usar a chupeta é que ela, supostamente, acalma o bebê, satisfazendo sua necessidade natural de sucção e, provavelemente, o fazendo dormir melhor, permitindo que a mãe descanse. Mas isso não garante que a real necessidade do bebê seja correspondida. Será que ele só quer sugar algo? Será que ele só te quer por causa do peito, mãe? Creio que não! imagina querer um colinho, um aconchego, calor, cheirinho de mainha e receber um "calaabocadeborracha".
A chupeta, assim como a mamadeira, é uma mania social, um engano geral. A impressão que se tem é que os bebês (ou seriam os pais) não podem viver sem ela. Dizer que não usamos chupeta sempre causa espanto e olhares de piedade. Sempre ouço que sou louca ou corajosa, mas apenas tive um pouco de informação e decidi dar ao meu filho o que tenho de melhor.
Sobre os males que a emborrachada pode causar...
Desmame precoce (esse me dá calafrios), má formação na arcada dentária, prejuízos respiratórios, infecções de ouvido, rinites ou amigdalites, verminoses, candidíase oral etc.
Não vou me desdobrar em explicações de tudo de ruim que bicos artificiais têm a oferecer pra nossos filhos, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) já fez isso aqui e quem sou eu perto deles??? AVISO: Após a leitura você poderá passar a desconfiar que o pediatra do seu filho comprou o diploma (não entendo médicos que não orientam quanto a isso)!
Repetindo, não sou contra os pais que decidem por dar chupeta (e mamadeira) aos filhos, mas afirmo que, para a maioria dos bebês (alguns casos específicos têm necessidade de fazer uso desses objetos) é desnecessário. Cabe aos responsáveis observarem se a necessidade do cuidador supera todos esses riscos.
Por favor, por favor, não pense, nem diga "eu chupei chupeta e não tive nada disso!" ou "meu filho chupou e não morreu!" Acho mesmo que não vale arriscar!
Por fim, declaro minha insatisfação com a expressão "está te fazendo de chupeta", afinal, um bebê mamífero de qualquer espécie nasce sabendo mamar e sequer saberá o que é uma chupeta a menos que lhe deem uma. Se meu filho passa o dia pendurado em mim, mama sem parar e não me deixa dormir, fazer cocô ou comer, ele está me fazendo (apenas) de mãe!
terça-feira, 1 de abril de 2014
um buraco no coração e outro no bolso
É isso que me deixou o fim da licença maternidade. Quem dera poder ficar mais um pouco integralmente com meu bebê. Poder botá-lo para dormir e amamentar em livre demanda por mais tempo. Descansar das noites mal dormidas. almoçar mastigando bem a comida, sem medo de ser feliz perder o ônibus e acabar me atrasando.
O primeiro e maior rombo que fica, quando temos que deixar nosso bebê para trabalhar sem que estejamos preparados pra essa separação (acho que nunca estaria) é, sem dúvida, no coração! Por mais que confiemos em quem vai cuidar, por mais que ele não demonstre sofrimento, dá uma dor tão grande. Uma saudadona horrorosa. Mesmo pra mim, que trabalho meio expediente.
Nessa ondinha, perdi uns 2kg em um mês e umas 4 peças de roupa. não dá pra comer um prato de comida normal se você tem que alimentar e arrumar dois filhos sozinha e sair na hora certa. Pra que os imprevistos não atrapalhem a programação há de se antecipar em uns 30 min na arrumação e daí que não tem me restado apetite pra almoçar.
Engulo correndo, tentando não apressar Benício, para que ele coma alguma coisa e tome banho tranquilamente. tomo banho com um olho no peixe (Bê) e o outro no gato (Dan) e, as vezes, visto a roupa em meio a resmungos e lágrimas do baby que prevê minha partida.
Dar aulas enquanto seu seio goteja leitinho e seu filho em casa toma leite descongelado, no copinho, não é legal, mas graças a Deus que não é o dia todo e que tive o privilégio (nem tanto, nem tanto) de ter uma licença de seis meses.
Chorei, estressei, reclamei,sonhei que ganhava na loteria e não precisava mais trabalhar , mas não teve jeito. A licença acabou, "e agora, José?"
O que fazer com Danilo? (Benício estuda no horário em que trabalho). Possibilidades:
1. deixar com a sogra
2. berçário
3. babá
A sogra desistiu aos 45 do segundo tempo. Teve seus motivos os quais compreendo e respeito. Juntas visitamos um berçário e quando eu estava quase fazendo a matrícula, por falta de opção, a tia do esposo aceitou o convite que havia feito de cuidar dele (sendo devidamente paga) lá em casa! ufa!
Esse foi rombo no orçamento. Pagar um berçário ou uma pessoa de confiança pra ficar de babá, dificilmente sai barato. Pra muitas pessoas vale mais a pena largar o emprego, felizmente/infelizmente (tem lado positivo e negativo nisso), não é meu caso. E eis-me aqui:
Laís, mãe-professora, um tanto mais lisa e de coração partido, em fase de adaptação.
(vou acabar por aqui pra ninguém desistir de ler na metade, mas prometo -desejo, de coração, conseguir- escrever mais sobre o assunto!)
O primeiro e maior rombo que fica, quando temos que deixar nosso bebê para trabalhar sem que estejamos preparados pra essa separação (acho que nunca estaria) é, sem dúvida, no coração! Por mais que confiemos em quem vai cuidar, por mais que ele não demonstre sofrimento, dá uma dor tão grande. Uma saudadona horrorosa. Mesmo pra mim, que trabalho meio expediente.
Nessa ondinha, perdi uns 2kg em um mês e umas 4 peças de roupa. não dá pra comer um prato de comida normal se você tem que alimentar e arrumar dois filhos sozinha e sair na hora certa. Pra que os imprevistos não atrapalhem a programação há de se antecipar em uns 30 min na arrumação e daí que não tem me restado apetite pra almoçar.
Engulo correndo, tentando não apressar Benício, para que ele coma alguma coisa e tome banho tranquilamente. tomo banho com um olho no peixe (Bê) e o outro no gato (Dan) e, as vezes, visto a roupa em meio a resmungos e lágrimas do baby que prevê minha partida.
Dar aulas enquanto seu seio goteja leitinho e seu filho em casa toma leite descongelado, no copinho, não é legal, mas graças a Deus que não é o dia todo e que tive o privilégio (nem tanto, nem tanto) de ter uma licença de seis meses.
Chorei, estressei, reclamei,
O que fazer com Danilo? (Benício estuda no horário em que trabalho). Possibilidades:
1. deixar com a sogra
2. berçário
3. babá
A sogra desistiu aos 45 do segundo tempo. Teve seus motivos os quais compreendo e respeito. Juntas visitamos um berçário e quando eu estava quase fazendo a matrícula, por falta de opção, a tia do esposo aceitou o convite que havia feito de cuidar dele (sendo devidamente paga) lá em casa! ufa!
Esse foi rombo no orçamento. Pagar um berçário ou uma pessoa de confiança pra ficar de babá, dificilmente sai barato. Pra muitas pessoas vale mais a pena largar o emprego, felizmente/infelizmente (tem lado positivo e negativo nisso), não é meu caso. E eis-me aqui:
Laís, mãe-professora, um tanto mais lisa e de coração partido, em fase de adaptação.
(vou acabar por aqui pra ninguém desistir de ler na metade, mas prometo -desejo, de coração, conseguir- escrever mais sobre o assunto!)
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