As vezes eu paro e tento acreditar, embora não queira, que você não está mais entre nós. Sim, Matheus, eu prefiro os eufemismos, eu não quero nunca dizer com todas as letras. Eu sei que você se foi e pra não voltar. Sei que não vai aparecer aqui e pedir um biscoito, que não vai fugir do abrigo e querer se refugiar em minha casa, fazer xixi e não dar a descarga, tomar banho e não enxugar o banheiro, nem as pernas.
Tantas vezes me tirou do sério com suas brincadeiras infantis e eu me segurando pra não dar um cascudo. Quantas vezes tive medo de deixar você dormir lá em casa, medo das suas más companhias, não foi por mal, Matheus, eu só queria proteger meu filho.
Meu filho gostava de você e ainda lembra, o que me faz chorar. Eu também te amava, te amo, sei lá! E penso que Jesus não protegeu seu filho, por amor a um mundo inteiro de pecadores!
Aqui tem uma toalha que você deu a Thiago no dia dos pais. Eu sei que você o amava e ele a você. Você era impossível, trabalhoso, respondão. Você gostava de Benício dançando a música do tomatinho vermelho e eu sempre me lembrarei dos 500 vídeos que gravou no meu celular cantando "Eu não sou nada sem Ti, eu não vivo, sem Ti, sem tua presença eu morro"
A última vez que te vi, estava tão alto, com um vozerão. Estava crescendo e sei que já tinha botado uns filhos no mundo. Filhos que crescerão sem pai e que possivelmente cresceriam assim mesmo, mesmo que você tivesse aqui.
Se a maioridade penal fosse reduzida, tudo poderia ser diferente. Não quer dizer que concordo com a redução, mas você poderia estar vivo e preso, ou talvez não tivesse se metido a besta e estivesse no milionésimo abrigo para menores da cidade. Eu sei que você não escolheu ser pobre, que não escolheu nascer na favela, comunidade, como queiram chamar. Muito menos quis voltar pra casa um dia e ver que sua mãe tinha vendido o barraco e ido embora sem avisar!
Por falar em sua mãe, a conheci um dia. Eu estava comendo numa pizzaria e ela chegou com a sua reca de irmãos, drogada e grávida! Ela não escolheu ser pobre, ela não escolheu nascer na favela.
Muitos podem dizer que você teve todas as oportunidades pra mudar de vida. Eu poderia dizer isso, porque vi meu marido sair a noite e procurar abrigo pra você. Vi ele conversar muitas e muitas vezes e vi suas promessas de mudança. Eu prefiro dizer que acreditei e acredito que você tentou.
Não sei, nunca saberei se fiz tudo que pude. Acho que não. Não te abracei o quanto poderia, não disse que te amava. mas é tarde.
Fico aqui com essa sensação de que qualquer dia os meninos dirão "foi um engano" ou que eu vou ouvir sua voz irritante dizer "Lora, Thiaguim tá aí?"! Eu desceria as escadas correndo, você estaria de bigode e eu te daria um longo abraço como nunca te dei, como nunca darei.
Por fim, sei que você não vai ler isso, mas espero que qualquer que leia pense em todos os filhos sem mãe. Sem mãe, sem pai e sem pão!
A vida é feita de escolhas? Sim! Mas não sabemos aonde nossas escolhas podem nos levar, nem temos todos as mesma opções...
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
a rotina acontece
Estamos sumidos pois ando consumida pelas tarefas da vida (e nem voltei ao trabalho ainda). Cuidar dos meninos e tentar cuidar da casa, de mim, do maridon...Não tenho tempo, quando tenho tempo, não tenho disposição e os posts vão sendo adiados, embora não me falte o que falar!
Aproveitando a justificativa e pedido de desculpas aos milhares de fãs #só que não (só que não já saiu de moda, né?), falarei sobre rotina.
Amo rotinas rígidas, previsíveis. me sinto poderosa quando tudo está sob controle, me sinto em paz e alegre quando tudo sai como planejado e quando faço tudo praticamente igual, não todo dia, mas tipo: toda segunda a mesma coisa, toda terça, todo fim de semana...Claro que é bom fugir da rotina vez por outra, mas me sinto segura quando consigo prever o que está por vir.
Com crianças em casa percebemos que a rotina torna-se mais difícil de se manter de forma rígida. Com um recém nascido é praticamente impossível (alguns têm sorte). Os três primeiros meses são geralmente o estágio mais crítico da desrotina e sem que notemos as coisas vão por si se arrumando na nossa vida e nossa vida nas coisas. Para alguns demora mais que para outros.
Nos primeiros meses com Dan era uma luta pra jantar. eu queria comer no horário de costume, umas sete horas, e ele queria mamar e dengar e coisa e tal. Era uma briga, um caos e sem que eu percebesse um belo dia eu estava jantando as 21h, quando finalmente ele ia pro cercado (onde ele dorme umas três horas por noite), todos os dias, tudo igual, ufa!
Hoje não temos horários rígidos, mas fazemos tudo parecido, mais ou menos na mesma hora. Danilo passa cerca de 2h horas acordado entre cada soneca (duas de manhã e uma mais longa a tarde), de manhã jogamos, brincamos, lemos, tagarelamos, depois do almoço arrumamos a bagunça, tomamos banho e a tv é liberada por um tempo (enquanto eu dou altos cochilos na rede com Dan). Inicio da noite é esperar papai e jantar para dormir.
Hoje começaram as aulas de Bê e semana que vem volto ao trabalho (ai, meu coração) e mais uma vez teremos que nos refazer na nova rotina!
Não estresso mais e a solução foi desencanar, olhar menos o relógio, aproveitar os momentos e viver sem pressa!
A rotina se faz, se desfaz, refaz. Ela acontece e, ocasionalmente, desacontece!
ps. As madrugadas continuam animadas!
Aproveitando a justificativa e pedido de desculpas aos milhares de fãs #só que não (só que não já saiu de moda, né?), falarei sobre rotina.
Amo rotinas rígidas, previsíveis. me sinto poderosa quando tudo está sob controle, me sinto em paz e alegre quando tudo sai como planejado e quando faço tudo praticamente igual, não todo dia, mas tipo: toda segunda a mesma coisa, toda terça, todo fim de semana...Claro que é bom fugir da rotina vez por outra, mas me sinto segura quando consigo prever o que está por vir.
Com crianças em casa percebemos que a rotina torna-se mais difícil de se manter de forma rígida. Com um recém nascido é praticamente impossível (alguns têm sorte). Os três primeiros meses são geralmente o estágio mais crítico da desrotina e sem que notemos as coisas vão por si se arrumando na nossa vida e nossa vida nas coisas. Para alguns demora mais que para outros.
Nos primeiros meses com Dan era uma luta pra jantar. eu queria comer no horário de costume, umas sete horas, e ele queria mamar e dengar e coisa e tal. Era uma briga, um caos e sem que eu percebesse um belo dia eu estava jantando as 21h, quando finalmente ele ia pro cercado (onde ele dorme umas três horas por noite), todos os dias, tudo igual, ufa!
Hoje não temos horários rígidos, mas fazemos tudo parecido, mais ou menos na mesma hora. Danilo passa cerca de 2h horas acordado entre cada soneca (duas de manhã e uma mais longa a tarde), de manhã jogamos, brincamos, lemos, tagarelamos, depois do almoço arrumamos a bagunça, tomamos banho e a tv é liberada por um tempo (enquanto eu dou altos cochilos na rede com Dan). Inicio da noite é esperar papai e jantar para dormir.
Hoje começaram as aulas de Bê e semana que vem volto ao trabalho (ai, meu coração) e mais uma vez teremos que nos refazer na nova rotina!
Não estresso mais e a solução foi desencanar, olhar menos o relógio, aproveitar os momentos e viver sem pressa!
A rotina se faz, se desfaz, refaz. Ela acontece e, ocasionalmente, desacontece!
ps. As madrugadas continuam animadas!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
dicionário da gestante
palavra do dia: DOULA
hoje é o dia da doula e muitos podem se perguntar: "mas o que danado é isso"?
DOULA é um ser iluminado, chamado pra servir. é aquela que te dá força, ombro, massagem e informação.
Luta a luta de outras, as vezes em silêncio e fica numa torcida contida e num pulsar forte de coração pra que tudo vá bem!
Além de formação é preciso coração (por isso quase me sinto uma)!
Quando pari escolhi o que ia comer, o que ia vestir e quem estaria lá! A doula não escolhi, é coisa que não se escolhe, acontece! No meu caso já era uma irmã e nessa dança cheia de emoção que é a gestação e o parto já virou nem sei mais o que!
De forma mais clara: A doula é uma mulher, formada pra isso: doular, servir! Antes, durante e depois do parto!Alguém que te ouve e te informa, te massageia e te encoraja, te fazendo acreditar no poder do corpo que Deus te deu, e que ele mesmo fez, por isso, perfeito!
Se alguém me perguntar sobre o que é essencial para uma grávida, sem dúvida respondo na lata: DOULA e nada mais.
Com muito amor, dedico esse post a minha doula Larissa Sales, a Rosário Bezerra, Ana Amélia e, claro, minha mãe, que é doula e nem sabe!
hoje é o dia da doula e muitos podem se perguntar: "mas o que danado é isso"?
DOULA é um ser iluminado, chamado pra servir. é aquela que te dá força, ombro, massagem e informação.
Luta a luta de outras, as vezes em silêncio e fica numa torcida contida e num pulsar forte de coração pra que tudo vá bem!
Além de formação é preciso coração (por isso quase me sinto uma)!
Quando pari escolhi o que ia comer, o que ia vestir e quem estaria lá! A doula não escolhi, é coisa que não se escolhe, acontece! No meu caso já era uma irmã e nessa dança cheia de emoção que é a gestação e o parto já virou nem sei mais o que!
De forma mais clara: A doula é uma mulher, formada pra isso: doular, servir! Antes, durante e depois do parto!Alguém que te ouve e te informa, te massageia e te encoraja, te fazendo acreditar no poder do corpo que Deus te deu, e que ele mesmo fez, por isso, perfeito!
Se alguém me perguntar sobre o que é essencial para uma grávida, sem dúvida respondo na lata: DOULA e nada mais.
Com muito amor, dedico esse post a minha doula Larissa Sales, a Rosário Bezerra, Ana Amélia e, claro, minha mãe, que é doula e nem sabe!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
fala, Bê
Dia desses eu estava reclamando com Benício, nem lembro porquê e ele solta:
QUE BRABEZA É ESSA, MAMÃE?
...
Bê derruba algo no chão e eu: Benícioooo...
ele: Vou apanhar jajá, MULÉ BESTA!
...
Viu a vó cortando alho pra temperar a carne:
o que é isso?
alho.
posso comer?
acho que vc não vai gostar!
(com extrema animação) euvoucrescereviraradultopracomeralhooooooooo!!!
...
Benício, onde vc guarda seus sapatos?
no GUARDAVETA.
"isso é tudo pessoal"
QUE BRABEZA É ESSA, MAMÃE?
...
Bê derruba algo no chão e eu: Benícioooo...
ele: Vou apanhar jajá, MULÉ BESTA!
...
Viu a vó cortando alho pra temperar a carne:
o que é isso?
alho.
posso comer?
acho que vc não vai gostar!
(com extrema animação) euvoucrescereviraradultopracomeralhooooooooo!!!
...
Benício, onde vc guarda seus sapatos?
no GUARDAVETA.
"isso é tudo pessoal"
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
meu vício
Nada melhor do que cheiro de filho! pelo menos até os três anos e oito meses tenho propriedade pra falar (as mães de adulto talvez discordem),filho tem um aroma todo especial!
Perfume, xampu, hidratante de bebê são uma delícia, mas nada melhor que seguir a recomendação pediátrica de não usá-los nos primeiros seis meses de vida. Os pequenos tem um cheiro todo especial e natural! Confesso, não cheiro meus filhos só por chamego e carinho, faço por vício!
Quando nascem estão cheirando a vérnix. Um coisa meio "farinha de trigo", eu amo. Com o passar das semanas e das mamadas vão ganhando peso e dobrinhas o que lhes proporciona um aroma de grudinho, de suor! que, nesse caso é deli!
Aí vem a fase da baba! E que babinha gostosa! Tem também o cheiro especial pós-mamada, mistura do suorzinho com a baba e o restinho de leite que escorre pelo cantinho da boca!
Quase esqueço do hálito que só eles tem! Nada de odor, tudo de gostosura, até que comece a Introdução Alimentar.
Delícia, delícia é o cheiro dos filhos. Mesmo quando vão crescendo! pra mim,Benício cheirava a biscoito de leite.Aquele cheirinho contagiava o quarto e quando eu botava ele pra dormir e ia saindo dava uma respirada bem profunda pra ver se ficava sentindo por mais tempo lá fora!
Sabe o feromônio sexual que os seres humanos podem captar? Os bebês devem exalar algo do tipo,algo que desperta um amor grande, uma vontade de grudar, amamentar por horas (ou anos), dormir coladinho, cheirar, cheirar e cheirar!
Pois bem, tenho um vício, desses vícios que matam mesmo! mata a distância, a saudade, a vontade de apertar e abraçar! Mata a tristeza e preocupação e enche de dengo o coração!
domingo, 24 de novembro de 2013
ê, saudade!
A dica do dia é: não marque cesárea!
Não, eu não vou falar dos benefícios do parto natural e nem dos riscos da cirurgia. Quero falar dessa saudade que eu sinto dos dias que antecederam o nascimento de Danilo!
É claro que se você fez ou vai fazer uma cesárea eletiva não está impedida de sentir muita emoção pelo dia que seu filho virá ao mundo. Mesmo sabendo a hora, será algo especial, sem dúvida! Mas gente, eu sinto tanta falta daquela sensação de ir dormir sabendo que aquela pode ser sua última noite grávida!
Levantar sem saber quando será a hora e tentar deixar tudo sempre pronto. tentar não enlouquecer de ansiedade, controlar os nervos e morrer de felicidade por causa de qualquer sinal....
Lembro que me sentia meio nas nuvens, sempre com aquele frio na barriga, sempre! Quem não gosta de friozinho na barriga, daqueles que se sente quando tá começando uma paquera.
Sair pra passear na praia com Bê e Thiago, receber massagem, ficar sentada na bola de pilates tomando chá de canela. Esperar, esperar, esperar e viver cada dia como se fosse o último. Porque eu sabia que ia nascer de novo e pra isso é preciso morrer um pouco.
Sinto saudade do trabalho de parto, parece loucura, mas quando você se preparou mesmo pra cada contração daquela não é tão assustador. Acho que deveria ter aproveitado mais, coisa louca!
E outras saudades vão se fazendo em mim. Fora da espera, fora do parto. Nossa vida nova.
Coisa gostosa os primeiros dias com seu filho e acordar com seu chorinho e se perguntar (ou perguntar ao marido) se já se acostumou com a presença dele.
Perceber aos poucos como aquele bebê é seu e você dele. Como ele parece sempre ter estado ali. Pra toda a família!
Meu medo de que algo mudasse entre nós, de que algo acabasse com toda aquela sintonia e perfeição as vezes parece que se concretizou. Me sinto perdida alguns dias, sem controle de nada. Fico achando que falta mãe pra Benício, mas também falta pra Danilo. Como se não pudesse ser tudo pra nenhum dos dois. Mas quando passo um dia fora e vejo que grande euforia o mais velho demonstra ao ver retornar o irmão, tenho certeza que ele também sente que Dan nos completou.
Eu queria poder congelar essas sensações todas. Não dá pra fotografar o que se sente, mas espero recuperar um tiquinho disso sempre que olhar nossas fotos! Lembrar que tudo que me assustou, passou, vai passando...lembrar de toda alegria que me inunda a cada dia.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
mãe, a escolha é sua...
...e ocasionalmente do pai! rsrsrs
A maternidade é uma coisa linda, poética, surreal, realizadora, maravilhosa, perfeita e tensa! Yes: TEN-SA!
São muitas decisões a tomar em meio a inúmeras opções, conselhos, pitacos. Há muitas divergências em relação a tudo que diz respeito a criação dos filhos. Muitas opiniões opostas até mesmo por parte dos médicos, uma coisa enlouquecedora!
Sabemos que mãe e culpa são praticamente sinônimos e que nunca estaremos totalmente satisfeitas com quem somos para nossos filhos. Há sempre uma pulguinha, pequena que seja, atrás da orelha quando tomamos decisões, principalmente em relação a assuntos polêmicos!
Parto, amamentação, uso de bicos artificiais, autonomia dos filhos, palmada, castigo, alimentação, uso de equipamentos eletrônicos, cólica. Esses são os assuntos mais polêmicos pra mim, que me lembre agora. Ah! E sapatos! Usar ou não sapatos no bebê, eis a questão!
Como faço minhas escolhas? Leio, pesquiso, observo! O que dá certo pra mim e pros meninos (e pro pai, né), o que me convence, aplico. Faço o teste e vou me aprimorando, com direito a errar mil vezes e consertar mil e uma.
O segredo é enfrentar os riscos, assumir a responsabilidade, coisa que mete medo!
Temos que aprender a fazer de conta que estamos ouvindo e outras vezes a ouvir de verdade. Mudar quando for preciso, dar o braço a torcer. Pesquisar as opiniões diferentes, conferir se o que aquela senhorinha na rua disse é mesmo ultrapassado...
Temos receio de errar demais e não ter tempo de consertar, já que os filhos estão crescendo e crescendo e crescendo. ficamos apreensivas por não poder voltar atrás e não ter a quem culpar. E nem sempre a culpa é nossa (ou de alguém), nem sempre saberemos escolher, nem sempre estaremos preparadas. Mas nunca deixamos de amar e querer ser a melhor!
constatação: Não existe a melhor mãe do mundo (só a minha), existe a melhor mãe que cada uma pode ser!
A maternidade é uma coisa linda, poética, surreal, realizadora, maravilhosa, perfeita e tensa! Yes: TEN-SA!
São muitas decisões a tomar em meio a inúmeras opções, conselhos, pitacos. Há muitas divergências em relação a tudo que diz respeito a criação dos filhos. Muitas opiniões opostas até mesmo por parte dos médicos, uma coisa enlouquecedora!
Sabemos que mãe e culpa são praticamente sinônimos e que nunca estaremos totalmente satisfeitas com quem somos para nossos filhos. Há sempre uma pulguinha, pequena que seja, atrás da orelha quando tomamos decisões, principalmente em relação a assuntos polêmicos!
Parto, amamentação, uso de bicos artificiais, autonomia dos filhos, palmada, castigo, alimentação, uso de equipamentos eletrônicos, cólica. Esses são os assuntos mais polêmicos pra mim, que me lembre agora. Ah! E sapatos! Usar ou não sapatos no bebê, eis a questão!
Como faço minhas escolhas? Leio, pesquiso, observo! O que dá certo pra mim e pros meninos (e pro pai, né), o que me convence, aplico. Faço o teste e vou me aprimorando, com direito a errar mil vezes e consertar mil e uma.
O segredo é enfrentar os riscos, assumir a responsabilidade, coisa que mete medo!
Temos que aprender a fazer de conta que estamos ouvindo e outras vezes a ouvir de verdade. Mudar quando for preciso, dar o braço a torcer. Pesquisar as opiniões diferentes, conferir se o que aquela senhorinha na rua disse é mesmo ultrapassado...
Temos receio de errar demais e não ter tempo de consertar, já que os filhos estão crescendo e crescendo e crescendo. ficamos apreensivas por não poder voltar atrás e não ter a quem culpar. E nem sempre a culpa é nossa (ou de alguém), nem sempre saberemos escolher, nem sempre estaremos preparadas. Mas nunca deixamos de amar e querer ser a melhor!
constatação: Não existe a melhor mãe do mundo (só a minha), existe a melhor mãe que cada uma pode ser!
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